Depois de milénios ocultas as espécies de plantas e animais que agora se revelaram e outras que permanecem por ser descobertas são ameaçadas pelas Alterações Climáticas para além da caça-furtiva, poluição e destruição de habitat.
A organização conservacionista WWF anunciou recentemente a descoberta em 2008, de 163 novas espécies no Sudeste Asiático, entre as quais 100 plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, 2 mamíferos e 2 aves. Sendo uma área pouco explorada, os cientistas que crêem que há mais por descobrir.
Entre as espécies mais invulgares estão um sapo com dentes (como se pode ser na imagem) uma osga com manchas semelhantes às de um leopardo e com olhos de gato, um morcego de focinho tubular e uma espécie de ave que prefere caminhar a voar.
O Arquipélago das Berlengas está situado a 16 km a oeste de Peniche. A riqueza deste arquipélago está essencialmente na Biodiversidade, onde existem espécies únicas na Terra ou em perigo de extinção.
Destacam-se a lagartixa-de-bocage e o sardão, esta última espécie ameaçada pela populações de gaivota, coelho-bravo e rato-preto. Existem várias espécies de aves, marinhas e não-marinhas. Existem cerca de uma centena de espécies plantas na área.
A câmara de Peniche entregou este mês na UNESCO a candidatura das Berlengas a Reserva da Biosfera, com o objectivo de valorizar os recursos naturais, compatibilizando-os com actividades como a pesca e o turismo.
Os principais usos do arquipélago são o turismo (visitas às grutas, observação de aves, mergulho) e a exploração de recursos naturais, como o percebe, levando a que haja uma ocupação intensa, no Verão, da principal ilha do arquipélago.
Para resolver esses problemas pretende-se dotar a ilha de meios de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis, bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e resíduos sólidos.